Arquivo do mês: dezembro 2011

Meus melhores de 2011

Final de ano sempre é época de balanços e eleições, por isso resolvi compartilhar com vocês a lista dos “Meus Melhores de 2011”. É claro que toda eleição é baseada no gosto de quem julga, e nem todos concordam. Aliás, seria até chato se isso acontecesse. Aproveito para desejar um Feliz 2012 para todos vocês, e que possamos nos encontrar muitas vezes por aqui ou em outros blogs. Sei que não fui muito assíduo nessas ultimas semanas de 2011, mas prometo voltar a ter uma frequência a partir de janeiro. E que o próximo ano venha repleto de boas histórias. Nas telinhas, e na vida de todos nós.

ATRIZ COADJUVANTE – Cássia Kiss

 

 

 

 

Uma atriz  que é responsável por salvar uma novela como Morde & Assopra merece ser lembrada em qualquer lista do ano. É claro que outros fatores contribuíram para elevar a audiência da trama, mas foi a personagem Dulce que começou a chamar a atenção para a história. Com um texto que não era dos melhores, e muitas vezes piegas, a atriz conseguiu construir uma personagem que tocou o coração das pessoas. Totalmente entregue, Cássia mostrou, mais uma vez, o que é ser uma atriz de verdade.

DestaqueDeborah Evelyn, Deborah Secco e Natália do Vale, em Insensato Coração. Enquanto a protagonista Marina (Paola Oliveira) era de dar sono e Norma perdia tempo com sua vingança inútil (e talvez por isso eu tenha achado a interpretação de Glória Pires boa, mas nada além disso), o time de coadjuvantes entregou personagens inesquecíveis. Eunice, Natalie e Wanda foram apenas alguns dos destaques da novela, mais lembrada por certos personagens do que pelas tramas em si. Não podemos esquecer também de Tia Nenê, que seria apenas uma participação de Ana Lúcia Torre mas ficou até o final da história.

ATOR COADJUVANTE – Humberto Martins

 

 

 

 

 

Grande destaque masculino de O Astro, Humberto construiu um tipo único, um daqueles vilões que a gente ama odiar. Durante alguns anos marcado como um dos descamisados de Carlos Lombardi, o ator chegou à maturidade em sua melhor forma, e com o personagem Neco atingiu o ápice de sua carreira.

DestaqueLuís Salém – Personagem recorrente nas obras de Miguel Falabella, o travesti da vez é a humana Ana Girafa. Salém, um ótimo ator pouco aproveitado na TV, dá vida a uma personagem carismática, sem grandes trejeitos, e que tem conquistado o público da novela Aquele Beijo.

 ATRIZ – Lilia Cabral

 

 

 

 

 

Apesar de não ser o melhor papel da carreira de Lilia, Griselda é certamente seu trabalho mais popular. Após anos roubando a cena com personagens coadjuvantes, a atriz chegou ao posto de protagonista de Fina Estampa por mérito. Começou como uma faz tudo, e poderia ter caído facilmente na caricatura, e agora é uma mulher comum. Lilia soube conduzir bem as fases de sua personagem, salvando as protagonistas do horário das nove da chatice que estava se tornando costumeira nas últimas tramas. É em cenas como a desta semana, quando invadiu a casa de Tereza Cristina e colocou sua mesa abaixo, que Lilia reafirma que, embora saiba fazer bem os tipos comuns, é nos momentos de descontrole que ela mostra ao que veio. Com a sensibilidade de Divã e a popularidade de Fina Estampa, o ano foi dela.

DestaqueGiovanna Antonelli – Com a Cláudia de Aquele Beijo, a atriz torna-se definitivamente nossa melhor atriz em comédias românticas. Ela já tinha feito papel semelhante em Três Irmãs, mas na atual trama das sete seu ótimo desempenho encontrou o casamento perfeito com o texto de Miguel Falabella. Giovanna sabe divertir e emocionar com uma naturalidade que poucas atrizes oferecem. A novela, e o papel, mereciam mais audiência e repercussão.

 ATOR – Marcelo Serrado

 

 

 

 

 

Com o Rene (Dalton Vigh) sonso e sem sal, Crô tornou-se o melhor papel masculino de Fina Estampa. É justo que o ator Marcelo Serrado seja lembrado como ator principal. Em seu retorno à Globo, ele se entregou ao mordomo gay que vive para servir sua patroa e surpreendeu com sua interpretação cheia de afetações, mas ao mesmo tempo muito particular. Com certeza, entrará para a galera de personagens inesquecíveis da teledramaturgia.

DestaqueGabriel Braga Nunes – Seria injustiça não lembrar do ator como o Leo, que praticamente carregou Insensato Coração nas costas. Embora eu continue achando que ele não tem o charme que o papel pedia, seu desempenho foi o grande destaque da trama e conseguiu salvar a sem graça vingança de Norma (Glória Pires).

 MELHOR NOVELA – Cordel Encantado

 

 

 

 

 

Tem como não enaltecer essa pequena preciosidade exibida às 18h? A novela não ousou na forma, era uma das mais tradicionais, mas apresentou novidades no conteúdo. Juntando universos aparentemente impossíveis de serem misturados, o cangaço e reis e rainhas, as autoras Thelma Guedes e Duca Rachid conseguiram realizar um trabalho de grande qualidade, que veio para entrar para a história das telenovelas.

Destaque – No ano em que os 60 anos da teledramaturgia foram comemorados, a Rede Globo nos presenteou com a novela O Astro. Em um novo formato de 64 capítulos, a trama de Janete Clair adaptada por Alcides Nogueira e Geraldo Carneiro, comemorou as seis décadas do gênero em grande estilo. Mais novelão, impossível. Vale mencionar a popular Fina Estampa, que embora não seja lá essas coisas, trouxe de volta muitos telespectadores que estavam afastados da telinha.

MELHOR PROGRAMA – Esquenta

 

 

 

 

 

O programa apostou no público certo, a diversa classe C, e saiu da mesmice. Mérito da apresentadora Regina Casé, que com seu jeito simples aproxima-se do telespectador, sem precisar se apoiar em quadros de gostos duvidosos, típico dos programas de domingo.

DestaqueAmor e Sexo – A atração fala abertamente sobre sexo, sem resvalar para a vulgaridade. De forma divertida, Fernanda Lima conversa sobre temas que dificilmente são discutidos na TV. O carisma e a naturalidade da apresentadora têm grande responsabilidade no êxito do programa.

MELHOR APRESENTADOR (A) – Regina Casé

 

 

 

 

 

A apresentadora se entrega de corpo e alma a tudo o que faz, e isso pode ser visto em seu programa dominical. O Esquenta tem a cara de Regina e nunca poderia ser comandado por nenhuma outra pessoa.

DestaqueRonnie Von – Educado, o apresentador deixa as pessoas falarem, e faz os telespectadores se sentirem em casa. Didático quando preciso, mas sem ser chato, o cantor conseguiu criar uma marca que se tornou maior do que a emissora que o acolhe.

CASOS A PARTE

Regina Duarte – Em O Astro, a ex-namoradinha do Brasil causou barulho. Com sua interpretação um tom acima de Clô Hayala, a atriz conquistou polêmicas e recebeu criticas, mas os elogios foram infinitamente maiores. Regina claramente se divertiu em cena, e divertiu a todos nós.

Tapas & Beijos – Com a difícil missão de substituir o Casseta & Planeta Urgente, o programa fez bonito, ganhou uma temporada completa  e conquistou o titulo de série mais popular da atualidade. Já tem uma segunda temporada garantida e recebe cada vez mais investimento da emissora.

Malhação bate recorde negativo e marca chega ao fundo do poço

Na última terça-feira, a atual temporada de Malhação bateu seu recorde negativo de audiência e marcou 11 pontos. A queda é, claro, acentuada pela semana do Natal, quando as pessoas estão mais na rua do que na sala de TV, mas a data apenas contribui para um quadro que já preocupava. Investindo no misticismo, essa fase enfrenta, desde o começo, dificuldades para atrair o público. Visando reverter a situação, a emissora antecipou a solução dos mistérios e voltou a apostar nos dramas adolescentes, mas as mudanças não fizeram efeito. Há algumas semanas, surgiram notas que diziam que a Rede Globo pensava em investir em séries ou em novelas antigas, aposentando a soap opera que se prolonga desde 1995. Relutante em perder uma marca que considera importante, o canal vai manter a novela e já prepara uma nova fase.

A trama de Conectados começou prometendo trazer um novo ar ao programa, e suas tramas e personagens pareciam promissores. O grande problema é que a história, apesar de totalmente inédita, veio atrelada à marca Malhação. Inesquecível para várias gerações, a novela foi, ao longo dos anos, perdendo o encanto e apostando praticamente no mesmo triangulo amoroso jovem, com algumas variações. Por causa do horário em que é exibida, a trama fica longe de mostrar a realidade dos adolescentes, dificultando a identificação desse publico com a história. Os adultos, maioria dos telespectadores do horário, também não reconhecem um universo próximo a eles. Entre as mudanças da fase atual, a Globo decidiu eliminar alguns adultos, apostando nos jovens. No lançamento, porém, uma das intenções era justamente conquistar o público que já passou da adolescência, o que mostra que a emissora não sabe que linha seguir no horário.

Malhação é realmente uma marca forte, principalmente para aqueles que assistiram boas histórias ao longo dos anos, mas atualmente o nome vem cercado de preconceito, mascarando tramas que poderiam ser promissoras. O medo de perder um nome forte, e há estudos mostrando essa força, faz com que o canal mantenha o programa no ar. Esse ano, obrigada aposentar o Casseta & Planeta a pedido dos humoristas, a emissora investiu em Tapas & Beijos. Com mais audiência e repercussão que seu antecessor, a série foi uma grata surpresa. Há 16 anos no ar, Malhação pode estar tirando a oportunidade de um programa que coloque a emissora no patamar de audiência que almeja no horário. Malhação não é assumidamente uma novela, mas já está na hora de ganhar um ponto final, mesmo que, a essa altura do campeonato, seja impossível um final feliz.

Record perde foco e sofre com aproximação do SBT

O mês de dezembro não tem sido bom para a Rede Record. Com queda de audiência em vários horários, a emissora perdeu a vice-liderança de alguns programas para o SBT, e na quarta-feira chegou a ficar em terceiro lugar na média do dia. Tudo isso é resultado da perda de foco da emissora somado a mudanças no SBT, que finalmente resolveu ter o mínimo de organização.

Conhecida pela variação constante no horário de seus programas, a emissora de Silvio Santos parece ter inspirado sua maior rival. A novela Rebelde, por exemplo, já foi exibida em inúmeros horários, prejudicando sua média geral. Essa semana o programa Marcas da Vida foi tirado do ar por causa da audiência insatisfatória, e substituído pela reprise da minissérie A história de Ester. Como também não agradou, a trama bíblia teve seus 10 capítulos exibidos em apenas 3, e saiu do ar na sexta-feira.

Além dos casos de desrespeito com o telespectador, a Rede Record perde tempo atacando seus desafetos, como a cantora gostel Ana Paula Valadão. O mesmo Domingo Espetacular que lançou acusações contra a religiosa, usou o lançamento do livro do Boni, e uma declaração polemica do executivo, para levar ao ar uma longa reportagem sobre a ajuda que a Rede Globo deu a Collor no último debate da eleição contra Lula. Ao usar seus jornalísticos para atacar abertamente seus “inimigos”, o canal foge  do objetivo básico do jornalismo e perde credibilidade.

O SBT, terceiro colocado há algum tempo, este ano resolveu colocar as coisas no lugar. Não mudou tanto seus programas de horário, investiu em novas atrações, e apostou na reprise de novelas à tarde. Uma aposta certeira, que tem ajudado a emissora a aumentar a média do dia. Ainda falta muito para que o canal de Silvio Santos encontre um caminho ideal, com mais investimento em teledramaturgia e jornalismo, mas já dá para sentir os primeiros efeitos de sua maior profissionalização. A Record que se cuide, ou perderá em alguns meses tudo aquilo que levou anos para construir.

90210 tem quarto ano irregular

Em 2008, estreou nos Estados Unidos a série 90210, um spinoff de Beverly Hills, sucesso dos anos 90. A nova versão, exibida lá fora pelo canal The CW e aqui pelo Sony Spin, tinha tudo para dar errado. E deu. O principal problema foi a falta de carisma e química do par central, vivido por Shenae Grimes (Annie) e Dustin Milligan (Ethan). Sem um romance forte para ancorar a trama, nem o destaque das atrizes AnnaLyne McCord (Naomi) e Jessica Lowndes (Adrianna) foi capaz de salvar a série de ter uma das piores temporadas de estreia da história.

Ciente de que a trama precisava de uma boa sacudida, o canal contratou uma nova produtora executiva, Rebecca Sinclair, para a segunda temporada. Com experiência na co-produção de Gilmore Girls por três anos, a profissional conseguiu dar um rumo para a série. Os personagens ganharam profundidade, os diálogos ficaram melhores e a história passou a ter ritmo. Corajosamente, a direção eliminou Ethan (que poderia ter tido pelo menos uma despedida) e fez Annie passar por maus bocados para ganhar a simpatia no público. A série chegou ao ápice no terceiro ano, com uma trama madura e uniforme do começo ao fim. Eu arrisco dizer que foi uma das melhores temporadas entre as séries ditas adolescentes. Sem a popularidade de Gossip Girl, exibida pelo mesmo canal lá fora, 90210 conseguiu tornar-se superior à série que traz Serena e Blair como protagonistas.

Com o fim da terceira temporada, terminou também o contrato de Rebecca, e a The CW conseguiu perder aquela que levantou a série. O quarto ano, já em exibição no Sony Spin, teve 12 episódios levados ao ar nos EUA até o momento. A temporada, não há como negar, é inferior ao terceiro ano. Além das histórias perderem conteúdo ao diminuírem o foco nos conflitos internos, abrindo espaço para tramas como contrabando de carros, surgiram também personagens desnecessários, como Holly, rival de Naomi com o cansativo conflito entre patricinhas. Apesar dos problemas, 90210 continua sendo uma boa série dentro do universo adolescente, e com capacidade de agradar adultos também. Atores carismáticos e personagens queridos fazem com que o CEP mais famoso da TV ainda continue digno de ser frequentado.

Onde Assistir: Sony Spin. Toda segunda, às 21h.

Esquenta retorna como melhor programa de domingo

De volta à programação da Rede Globo para mais uma temporada, o Esquenta, comandado por Regina Casé, tem tudo para se consolidar como o melhor programa de auditório da atualidade. Fugindo da mesmice da programação de domingo, a atração, que é voltada para a Classe C, consegue ser popular sem baixar o nível e conta com o carisma e o alcance de sua apresentadora.

Durante muito tempo responsável por descobrir tipos populares pelo país em programas como Brasil Legal, Regina Casé agora tenta adequar seu estilo ao estúdio. No programa dessa semana, mostrou uma socialite que gosta de samba e levou  domésticas para soltarem a voz no palco. É nos tipos anônimos que o Esquenta encontra seus momentos mais preciosos e Regina explora aquilo que faz de melhor. Embora matérias de rua com a apresentadora façam falta, o clima no estúdio é tão descontraído que esse detalhe acaba passando despercebido.

Pela mistura de estilos e a quantidade de convidados e informações, o programa tinha tudo para ser uma confusão. É quase. O que acontece é uma bagunça organizada, que deixa a atração com cara de samba entre amigos, criando uma proximidade com o telespectador que nenhum outro programa de domingo consegue. Embora tenha começado a edição de reestreia em um tom acima, Regina terminou  menos eufórica. Se a intenção é esquentar os domingos, o que o programa faz é, com seu calor humano, deixar tudo o que vem depois parecendo mais frio.

Globo Repórter sobre 60 anos de teledramaturgia fica no básico

A Rede Globo exibiu na última sexta-feira o Globo Repórter sobre os 60 anos de teledramaturgia no país. O programa mostrou um emocionante depoimento de Tony Ramos, a melhor coisa do jornalístico, um gostoso papo com Regina Duarte e Francisco Cuoco, mas não foi muito além disso. A emissora optou  por fazer o programa de sempre, como tantos outros já exibidos sobre o tema, ignorando o potencial de seu arquivo e de seu elenco.

O Globo Repórter valeu por mostrar a entrega e o amor de Tony Ramos à profissão, e pelo depoimento de Regina Duarte. Atriz de clássicos como Selva de Pedra e Roque Santeiro, ela destacou cenas de Por Amor e Rainha da Sucata, sucessos dos anos 90 . Vale ressaltar também a justa presença de Vida Alves, uma guardiã da memória de nossa TV. O programa pecou por exibir depoimentos desnecessários, como os de Camila Pitanga e Cauã Reymond. A intenção era valorizar a nova geração, mas os tapes em nada acrescentaram. O pesquisador Mauro Alencar, que certamente tinha muito a dizer, apareceu em um trecho sem conexão com o que vinha sendo exibido, e a impressão que deu é que foi ao ar apenas para cumprir tabela.

Mostrando cenas clássicas das telenovelas da emissora, e ignorando que há teledramaturgia em outros canais, o programa marcou 23,8 pontos de audiência. Embora tenha sido tradicional em sua concepção, e de ter errado a mão em certas abordagens, como a supervalorização de Caminho das Índias por causa do Emmy, foi impossível passar pelo programa sem se arrepiar em algum momento. Assistindo um panorama geral de nossa teledramaturgia, vamos que temos muito do que nos orgulhar. Com 60 anos, ela é uma senhora com história das boas pra contar.

Programa pequeno faz maior homenagem à teledramaturgia e coroa boa fase de apresentador

Na próxima sexta-feira vai ao ar uma edição especial do Globo Repórter em homenagem aos 60 anos da teledramaturgia brasileira.  O programa vai mesclar depoimentos importantes e cenas memoráveis, e deve encerrar as “festividades” da Rede Globo, que contou com a exibição de O Astro e a reprise de Mulheres de Areia. Enquanto a maior emissora do Brasil vem com um programa sem grandes novidades, foi de uma pequena que partiu a melhor homenagem feita à data. Em outubro, o apresentador e cantor Ronnie Von promoveu uma semana inteira dedicada à teledramaturgia no programa Todo Seu, da Gazeta. Com entrevistas e discussões interessantes, a atração conseguiu realizar uma homenagem e tanto.

Com pouca repercussão, por causa do tamanho da emissora e a audiência que ela alcança, Ronnie Von recebeu Lima Duarte, entrevistou Benedito Rui Barbosa, discutiu a moda ditada pelas telenovelas, a trilha sonora, a influência do cinema, entre outras tantas atrações. Com uma semana dedicada ao assunto, o Todo Seu conseguiu fazer um panorama interessante dos 60 anos de nossa ficção televisiva. São programas para serem vistos e guardados, principalmente por aqueles que gostam de telenovela.

Há alguns anos comandando as noites da Gazeta, Ronnie Von tem se revelado um bom apresentador, abrindo espaço para discussões sadias, mantendo sempre um nível, e o mais importante: deixando o entrevistado falar, o que é difícil hoje em dia. Desde a semana passada, começaram a surgir notas dizendo que Ronnie não vai renovar com a Gazeta, e que estaria negociando sua transferência para a RedeTV! ou até para a Globo.  Além de não ter o perfil da emissora líder, ele dificilmente encontraria espaço para desenvolver o que tem feito bem na Gazeta. Enquanto a casa atual de Ronnie tem muito a perder ao abrir mão de seu melhor programa, a RedeTV! pode sair ganhando se resolver elevar o nível de suas noites. Seria uma missão e tanto para um gentleman como Ronnie Von.