Arquivo do mês: março 2009

Emparedados

Faltando uma semana para a final do BBB9, resolvi fazer um senso BBB. No post de hoje, vamos ver o ranking dos mais emparedados da história do programa, sem contar com uma eventual final que os participantes possam ter disputado. Os números vão mudar a sua vida.

6 VEZES
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Com 6 paredões, Ana pode bater o recorde se não ganhar a liderança e for indicada na próxima quinta-feira. Por enquanto, ela divide o número de indicações à berlinda com outras duas participantes: Gyselle (BBB8), que era protegida pelo público mas tinha a antipatia da maioria dos participantes, já que era grossa e por vezes até mal educada; e Juliana (BBB4) outra protegida do público, que se fazia de lady mas era até um pouco esnobe. As duas bateram na trave. Gyselle ficou em 2º lugar, perdendo para Rafinha, que teve 50,15% dos votos; e Juliana ficou em 3º na sua edição, perdendo o último paredão para a babá Cida, a campeã, com 60%. Será que Ana terá o mesmo destino das duas ou se tornará a campeã?

5 VEZES
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Com 5 paredões, temos 2 campeões: Jean (BBB5) e Alemão (BBB7). As edições foram marcadas pela luta do bem contra o mal. Também com 5 paredões ficou a aeromoça Cida, terceira colocada do BBB2, que perdeu para o sonso cowboy Rodrigo com 59%, no paredão mais suspeito da história do programa. Rodrigo ganhou deitado, graças à edição.

4 VEZES
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Com 4 paredões, outros 2 campeões: Bambam (BBB1) e Dhomini (BBB3). Apesar de terem conquistado o público, com certeza deve ser muito difícil conviver com eles, o que justifica as muitas idas à berlinda. Ainda com 4, Augustinho (BBB6), que ficou em 4º lugar, perdendo para a baiana Mara, a campeã da edição e sua colega de telefonema (os 2 entraram no programa através de um sorteio). Thatiana (BBB8), uma das maiores malas da história do Big Brother, esteve pra sair 3 vezes, mas só foi pra rua na 4º.

3 VEZES
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Com 3 paredões, muitos participantes, incluindo Max e Priscila, da atual edição, que ainda podem bater os 4 paredões. Helena (BBB1), Elane (BBB3), Thyrso (BBB2), Marcela (BBB4), Solange (BBB4), Aline (BBB5), Rafael (BBB6), Marcelo (BBB8) e Naiá (BBB9) completam a lista.
Curiosidade: Mariana (BBB6) e André (BBB1) conseguiram chegar à final sem terem ido para o paredão, mas não venceram.

Comentário geral

● A Rede Globo trocou mesmo a música de abertura da novela Paraíso. Saiu o tema instrumental e entrou “Deus e Eu no Sertão”, de Victor e Léo. Deu uma boa melhorada, a anterior era sonolenta demais. Resta saber se essa permanecerá até o final ou se será trocada por outra, e assim sucessivamente, como havia sido cogitado. Eu voto para que essa fique permanente. A novela precisa de uma identidade. Para quem não viu ainda, aí vai o vídeo da abertura com a nova música. No post da semana passada tem a versão anterior.

● Já está passando da hora da Dra. Addison, da série Private Practice, arrumar um par romântico fixo. Já estamos no fim da segunda temporada e até agora ela não emplacou nenhum romance que realmente empolgasse o público. Aliás, de todas as histórias da série, a trajetória dela é uma das menos importantes. Nem parece a protagonista. Que saudade da Addison em Grey’s Anatomy!!

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Falando em Grey’s Anatomy… A série, que teve o começo da 5º temporada meio fraco, voltou aos bons tempos ao enfocar a doença de Izzie e a crise existencial de Derek. A atriz Katherine Heigl, que ano passado reclamou de sua personagem, demonstrou intenção de continuar na série em entrevista recente. A interprete de Izzie contou também que ainda não sabe se vai permanecer, já que ao questionar a criadora da trama recebeu respostas evasivas.

Pra Não Dizer Adeus

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Depois de alguns dias sem postar por alguns problemas, estou de volta.

Há alguns dias chegou ao fim a corajosa série The L Word. Mostrando um painel do mundo lésbico com muita sinceridade, a série teve um final aberto que deixou muitos fãs descontentes.
Em suas 6 temporadas, The L Word foi um eficiente painel das mulheres em geral, não só as homossexuais: trouxe um dos casais mais bonitos do mundo das séries (Betty e Tina), homossexualismo e preconceito no exército (Tasha), mudança de sexo (Max), homossexualismo nos esportes e câncer de mama (Dana), problemas psicológicos (Jenny), preconceito no cinema, entre inúmeros outros temas, tratados sempre com muita propriedade pela criadora Ilene Chaiken.
A série conseguiu nos brindar com personagens inesquecíveis, como a pegadora Shane (ídola no meio homossexual) e a divertida Alice. As 2 primeiras temporadas foram exemplares, misturando drama e comédia na medida certa, sendo capaz de conquistar até os mais preconceituosos, com uma trama bem construída e personagens ímpares. Eu considero a 3º temporada uma das mais tristes e densas de todas as séries que já assisti. Todo o drama do câncer de Dana foi o ponto alto da trama naquele ano, culminando no fatídico 10º episódio, contado em tempo real, um dos melhores já produzidos na TV americana. The L Word derrapou um pouco na 4º temporada, mas conseguiu recuperar um pouco do prestigio na 5º. A ultima foi descartável, mas o público merecia esses 8 episódios finais, como um adeus.
O penúltimo episódio da série, com um concurso de dança, foi a verdadeira despedida da história, nos remetendo aos melhores momentos da trama, quando as personagens se divertiam, e nos divertiam também. O último episódio foi, no final das contas, uma ode à amizade, uma história que poderia ter sido vivida por qualquer mulher, homossexual ou não.
The L Word teve algumas cenas ousadas, uma de suas marcas. Longe se serem vulgares, as cenas foram sempre dirigidas com muito bom gosto e coragem.
Como disse no começo do texto, o final aberto desagradou muita gente. Nada de casamentos, nascimentos ou mistérios solucionados, a criadora quis deixar a impressão de que a vida segue, e de que ainda veremos as meninas. Há o projeto de um spinoff, protagonizado por Alice, que será exibido primeiramente na internet, como um teste. Só nos resta torcer para que dê certo e parabenizar a criadora por 6 anos de coragem, sinceridade e momentos inesquecíveis.

Abrindo caminho

Ainda não vou comentar sobre a trama de Paraíso, semana que vem dou um parecer dos primeiros capítulos, mas já dá pra falar sobre a abertura: é de dar sono! Uma música que não anima, que não provoca sentimento algum… Muito sem graça! Quando volta do intervalo, não dá nem pra saber. Não tiveram o cuidado de colocar uma música mais animada nem na vinheta para os comerciais.
As imagens até que estão bonitas, mas Hans Donner já fez coisa melhor. É meio óbvia demais essa abertura. Só uma música mais animada poderia ter ajudado. Há boatos de que mais pra frente alternarão as canções. Eu sou contra isso de ficar trocando a música. A novela tem que ter sua marca, sua canção chefe, e já que começou com essa instrumental desanimada, agora que vá até o fim.
Como curiosidade, coloco aqui a abertura da primeira versão de Paraíso (1982). Também não é das melhores, e claro que não tinha a tecnologia de hoje. Em comum com a nova, o cavalo galopando, o que não é nenhuma novidade em uma trama de Benedito Ruy Barbosa.
Assista e tire suas próprias conclusões.

Semana passada

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● Record decide estrear Poder Paralelo, novela de Lauro César Muniz que substitui Chamas da Vida, no dia 14 de abril, uma terça-feira.

● Selma Egrei, Irene Ravache e Guilherme Fontes são alguns dos atores escalados para a nova série da Globo, Para Sempre, do núcleo de Denise Sarraceni. A história tem leve inspiração na americana Brothers and Sisters.

Toma Lá Dá Cá terá 23 episódios em 2009, o que fará com que a série saia do ar antes do final do ano, revezando com outra produção.

● Produtores de Jericho e Pushing Daisies negociam para que o final das séries seja contado através de quadrinhos.

● Mischa Barton é escalada para o drama Beautiful Life, nova série da CW sobre um grupo de modelos que divide apartamento em Nova York.

Without a Trace e Cold Case podem ser canceladas pela CBS, principalmente pelo alto custo de produção.

● Rebecca Romijn (ex-Ugly Betty) e Lindsay Price (ex-Lipstick Jungle) estão escaladas para Eastwick, adaptação de As Bruxas de Eastwick que vem sendo produzida pela ABC.

Watchmen perde a liderança das bilheterias na semana para o remake de Montanha Enfeitiçada, da Disney.

● Keira Knightley afirma que não tem intenção de participar de Piratas do Caribe 4.

● Mickey Rourke e Scarlett Johansson, como a Viúva Negra, confirmam participação em Homem de Ferro 2.

A linguagem nas novelas – parte 2

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A relação do público com a língua falada nas telenovelas tem sido de verdadeira troca. Nosso modo de falar no dia-a-dia inspira diálogos televisivos, ao mesmo tempo em que somos influenciados pelas falas, gírias e expressões lançadas por autores e atores, e que se incorporam facilmente ao nosso vocabulário por determinado período.
Alguns aspectos da nossa língua já foram retratados de forma extremamente séria nas tramas, como na novela O Salvador da Pátria (1989), de Lauro César Muniz, na qual o bóia-fria Sassá Mutema, um analfabeto, resolve estudar e chega a tornar-se prefeito de sua cidade. A trama deu grande destaque à alfabetização de adultos, incentivando muitos a procurarem as escolas. Em Sabor da Paixão (2002), um garçom também resolve alfabetizar-se na idade adulta.
As salas de aula foram assunto de diversas histórias, como em Renascer (1993), em que a professorinha interpretada por Leila Lopes lecionava para crianças pobres da zona cacaueira de Ilhéus, na Bahia. Recentemente, a importância da organização e dedicação nas escolas publicas foi tema de Sete Pecados (2007-2008). A diretora Miriam (Gabriela Duarte) consegue transformar uma escola à beira do caos, incentivando alunos e professores e mostrando a importância dos estudos e da leitura. Em Laços de Família (2002), o personagem Miguel (Tony Ramos) era dono de uma livraria e sempre indicava livros, o que aumentava em até 30% o volume de vendas das obras mencionadas. Isso demonstra que as telenovelas influenciam o público, e que essa influência pode ser usada de forma positiva.
Apesar de haver, de tempo em tempo, essa abordagem mais efetiva de incentivo à alfabetização e da valorização da nossa língua e da leitura, o fato é que, quase sempre, as variantes lingüísticas, os sotaques e os distúrbios da fala são utilizados como parte humorística das tramas, trazendo de forma caricata o personagem que fala “errado”, invariavelmente com grande sucesso.

Vale a pena…

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assistir Gran Torino, filme que estréia na próxima sexta-feira (20/03) nos cinemas.
A direção é do mestre Clint Eastwood, que nos últimos anos tem nos entregado pérolas como Menina de Ouro e Sobre Meninos e Lobos.
Clint, que foi estigmatizado como o machão, entende a alma feminina como ninguém, e passa isso para a tela com transparência, como nos mostrou em As Pontes de Madison e A troca. Mesmo em filmes como este, com menos destaque para as mulheres, ele consegue utilizar esse olhar.
Na maioria das vezes, é o diretor quem compõe as músicas de seus filmes, demonstrando mais uma vez sua enorme sensibilidade. A instrumental que pontua Menina de Ouro é de arrepiar. Em Gran Torino, Clint também canta a canção principal, uma música melancólica, que fala ao coração de quem curtiu a história do filme, encerrando-o com chave de ouro.
Gran Torino é uma história sobre amizade, sobre a velhice, e sobre a superação de preconceitos. A princípio, pode soar estranho ver Clint rosnando em cena, mas a composição do ator fica claro quando entendemos a alma do personagem.
É uma belíssima história, contada com muita sensibilidade e entrega. Clint diz que é seu ultimo trabalho como ator, mais um motivo para assistir, mas eu torço para que seja apenas uma declaração da boca fora. Artistas como Clint só devem parar quando morrerem.
Assistam!
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